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20 de Janeiro de 2019

Prevenção e Advocacia de Negócios

O que devemos ser.

Bruno Avila Valério, Advogado
Publicado por Bruno Avila Valério
há 8 meses

Meu avô paterno foi um excelente advogado. Tenho suas obras literárias na minha biblioteca, muitas delas com dedicatórias emocionantes daqueles alunos dele que me ajudaram a resgatar os livros. Confesso que li mais de uma vez cada livro e que com isso, aprendi muito.

A advocacia era outra naquele tempo. O advogado era, em regra, um solucionador de problemas, ou seja, o fato gerador da advocacia era a existência de um problema a ser resolvido.

Estou aqui hoje, muitos anos depois do tempo do meu amado avô, reconhecendo a missão de recuperar a imagem do advogado e demonstrar que nós somos muito mais úteis quando o trabalho é preventivo.

O mundo mudou muito em poucos anos. A vida adquiriu uma velocidade espantosa, muito além daquilo que os filmes de ficção podiam prever. E nós advogados? Nós já estamos atrasados.

Ontem me reuni com os diretores de uma empresa e senti na carne a necessidade de modernização, mesmo reconhecendo o fato de que sou jovem. Trata-se de uma empresa que um dia fui uma startup. Quanta tecnologia e que mercado promissor.

É óbvio que não precisamos saber tudo, mas precisamos entender o negócio do cliente e entender os meios que os dias atuais nos proporcionam. Isso tudo nos traz a capacidade de sermos preventivos no sentido que eu busco conceituar aqui. Não é advocacia preventiva simplesmente, como pensamos no caso da obediência as regras trabalhistas ou no planejamento tributário. Precisamos ser preventivos no estudo, no acompanhamento dos negócios e do mercado, das tecnologias e tudo mais que engloba a função de advogado corporativo.

Devemos querer que o cliente nos procure para ampara-lo na realização de grandes negócios e, para isso, precisamos estar a frente. Como ajudar um empresário se não conhecemos o mundo que ele habita e os seus riscos?

Nós advogados não somos os vilões que dificultam tudo. Nós advogados, economicamente, somos investimento e não custo.

Prezados leitores, um advogado de negócios deve ter APETITE POR NEGÓCIOS. Conhecer companhias, acompanhar mercados, conhecer as tendências, saber quem são as pessoas influentes, ser bem relacionado, etc.

O advogado em questão, deve ser muito mais do que o advogado que meu saudoso avô foi, ele deve ser um profissional dinâmico, que conhecedor das leis, utiliza os melhores caminhos para impulsionar os negócios dos seus clientes.

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