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25 de Agosto de 2019

Prevenção e Advocacia de Negócios

O que devemos ser.

Bruno Avila Valério, Advogado
Publicado por Bruno Avila Valério
ano passado

Meu avô paterno foi um excelente advogado. Tenho suas obras literárias na minha biblioteca, muitas delas com dedicatórias emocionantes daqueles alunos dele que me ajudaram a resgatar os livros. Confesso que li mais de uma vez cada livro e que com isso, aprendi muito.

A advocacia era outra naquele tempo. O advogado era, em regra, um solucionador de problemas, ou seja, o fato gerador da advocacia era a existência de um problema a ser resolvido.

Estou aqui hoje, muitos anos depois do tempo do meu amado avô, reconhecendo a missão de recuperar a imagem do advogado e demonstrar que nós somos muito mais úteis quando o trabalho é preventivo.

O mundo mudou muito em poucos anos. A vida adquiriu uma velocidade espantosa, muito além daquilo que os filmes de ficção podiam prever. E nós advogados? Nós já estamos atrasados.

Ontem me reuni com os diretores de uma empresa e senti na carne a necessidade de modernização, mesmo reconhecendo o fato de que sou jovem. Trata-se de uma empresa que um dia fui uma startup. Quanta tecnologia e que mercado promissor.

É óbvio que não precisamos saber tudo, mas precisamos entender o negócio do cliente e entender os meios que os dias atuais nos proporcionam. Isso tudo nos traz a capacidade de sermos preventivos no sentido que eu busco conceituar aqui. Não é advocacia preventiva simplesmente, como pensamos no caso da obediência as regras trabalhistas ou no planejamento tributário. Precisamos ser preventivos no estudo, no acompanhamento dos negócios e do mercado, das tecnologias e tudo mais que engloba a função de advogado corporativo.

Devemos querer que o cliente nos procure para ampara-lo na realização de grandes negócios e, para isso, precisamos estar a frente. Como ajudar um empresário se não conhecemos o mundo que ele habita e os seus riscos?

Nós advogados não somos os vilões que dificultam tudo. Nós advogados, economicamente, somos investimento e não custo.

Prezados leitores, um advogado de negócios deve ter APETITE POR NEGÓCIOS. Conhecer companhias, acompanhar mercados, conhecer as tendências, saber quem são as pessoas influentes, ser bem relacionado, etc.

O advogado em questão, deve ser muito mais do que o advogado que meu saudoso avô foi, ele deve ser um profissional dinâmico, que conhecedor das leis, utiliza os melhores caminhos para impulsionar os negócios dos seus clientes.

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